Mostra de Projectos Empreendedores do Summer Camp da Academia OPP

No dia 24 de Julho de 2015, no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) promoveu a finalíssima “Mostra de Projectos Empreendedores” com as ideias mais inovadoras na prática psicológica com recurso à tecnologia realizados no Summer Camp da Academia da Ordem dos Psicólogos Portuguesas*.

O primeiro projeto apresentado e o ganhador do 1.º prémio de inovação em intervenção psicológica da Academia OPP foi “Encarreirando” de Tânia Almeida, Ângela Cardoso e Cristiana Sequeira, que oferece um serviço orientação vocacional e de carreira integrado desde o pré-escolar até ao fim e disponibiliza contacto com o mercado de trabalho e de gestão de carreira através de uma aplicação de telemóvel. A aplicação permite ao cliente acompanhar todo o processo: consegue ver o seu perfil, os resumos das sessões, os trabalhos de casa ou atividades programadas para a próxima sessão.

O “Safe & Sound” Joana Monteiro e Ana Oliveira foi o segundo projeto apresentado. Um projeto muito interessante que pretende diminuir os comportamentos de risco em contexto recreativo, tendo como máxima “If you are goint to do it, do it right”. Procura aumentar contextos seguros, frequentadores protegidos, maior consciência, e sensibilização apar a redução do risco. O que os diferencia de outras empresas é que pretendem ir ao encontro dos comportamentos de risco onde eles têm lugar: um espaço nos festivais, aplicações de telemóvel para encontrar amigos, medição da taxa de alcoolémia e de análise de substâncias. Também pretendem treinar as pessoas que trabalham e estão envolvidas nestes espaços de risco e ajudar aos promotores a criar espaços mais seguros.

“Eu estou em controlo” foi apresentado por André Fernandes, Santos Pinto, Filipe Miguel Castro dá Mesquita e André Filipe Guerra Marques. Esta ideia de negócio pretende a promoção de bem-estar em ambiente hospitalar. Dinamiza uma aplicação para Tablet que permite contacto com pessoais do hospital, de familiares, regulação de luminosidade e jogos com imagens ambientais para redução do stress.

Marina dos Santos, Joel Vieira Teixeira e Ricardo Fernandes Madeira apresentaram “Conta-me tudo”, uma ideia de aplicação, onde a criança pode contar, tipo diário de bordo, através de uma personagem digital os acontecimentos da sua vida. As histórias das crianças são seguidas por um psicólogo e pretendem diminuir as situações de bullying.

Rodrigo Pires, Joana Carlos, e José Simões apresentam CAIAC (Conhecer, aceitar, incluir e ajudar para crescer), que pretende combater a discriminação e o preconceito das pessoas com problemas mentais a través de um jogo electrónico.

“GabFace”, uma ideia desenvolvida por Carolina Pereira, Maria de Lurdes Freitas, e Sofia Rebelo Vizinho, trata-se de um Gabinete de atendimento e de intervenção psicológico para facebooker, onde podem ser realizadas sessões através de esta red social.

“Mindfulness para todos” foi uma das minhas favoritas, desenvolvido por Cátia Rodrigues, João Paulo Silva e Joana Catariana Alves. É uma aplicação de meditações guiadas em português de Mindfulness, com planos semanais de meditação indicadas para cada dia, associado a diversas informações sobre as práticas de meditação.

A AREA – associação regional da espondilite anquilosante – foi apresentada por Beatriz Pimentel, Carolina Pinheiro e Inês Silva. O objetivo da crianças desta associação é minimizar os danos, promover o bem-estar e dar a conhecer esta doença – uma doença inflamatória crónica que afecta principalmente as articulações da coluna, que tendem a ser “soldadas” umas às outras, causando uma limitação da mobilidade (daí o termo anquilosante, que vem do grego “Ankylos” e significa soldagem, fusão). O resultado final é uma perda de flexibilidade da coluna vertebral, que se mantém rígida. As atividade desta associação seriam: conferencias, fisioterapia, exercício físico, técnicas de relaxamento, terapia individual e de grupo. Tem uma aplicação que indica as consultas, conversas de grupo, etc. “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” Carlos Drummond de Andrade.

“Happsy” é uma aplicação para telemóvel de apoio à saúde mental, ideia apresentada por Catarina Ferreira, Daniela Faria e Wiebke Ehmke, que permitiria dar um acesso mais fácil a profissionais de psicologia.

Foi muito interessante poder ver a apresentação destas ideias, algumas mais consolidadas do que outras, mas que demonstram existir muitas áreas nas quais o psicólogo pode intervir, e muitas ideias ainda por desenvolver. Esperemos que estes jovens continuem com o seu espírito empreendedor e dêem vida as suas ideias e encontrem gente disposta a inverter nelas.

* A Academia OPP é uma iniciativa da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) destinada a todo os estudantes que se encontram a realizar a sua formação em Psicologia (1.º e 2.º ciclos ou mestrado integrado) em instituições de ensino superior portuguesas. A Academia OPP é o projecto que te aproxima do futuro da profissão de Psicólogo/a, dando-te oportunidades de pensar o teu percurso e de te aproximar da entidade que em Portugal regula a profissão.

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/p/academia-opp

Investigación científica 2.0.1: procesos clave en una sociedad digital (2ª Edición)

Ao longo destes últimos dois meses tenho estado a acompanhar o curso “Investigação científica 2.0.1: Processos chave numa sociedade digital” (https://www.miriadax.net/web/investigacion-cientifica-2edicion/inicio). Este curso, administrado pela Universidade de Girona através de um Curso Online Massivo em Aberto (mais conhecidos como MOOC’s) na Miriada X (https://www.miriadax.net/home), centrou-se primeiro, nos elementos chave do processo investigador: como comunicar e colaborar desde o ponto de vista pessoal e grupal, e quais os elementos mais importantes: desde o blog pessoal até a web grupal, passando pelos artigos científicos e pela divulgação.  Depois o curso ressaltou a importância da reputação e da marca pessoa, proporcionando ferramentas para a melhorar. Falou-se do MOOC e como este e outras ferramentas de ciência aberta e as redes sociais de tipo académico facilitam o processo de colaboração interpessoal e internacional. Ao longo deste curso aprendi que a divulgação a diferentes público será pois uma consequência do descobrimentos científica e uma responsabilidade do investigador. Relacionado com isto, foram estudadas ao longo do curso novas técnicas para medir o impacto nas redes sociais e na Internet, ao tempo que se analisam diversos casos de boas práticas.

Este curso foi muito importante para mim porque ampliou a minha visão sobre como comunicar a investigação científica. A verdade é que foi este curso que me encorajou a criar o meu blog pessoal. Os cinco pontos chaves que achei mais interessantes foram:

  1. A utilização do Twitter como ferramenta para transmitir conhecimento científico
  2. A utilização dos blog para transmissão e base de dados de conhecimento científico
  3. O kit de habilidades digitais que um investigador deve desenvolver
  4. Como é feita a identificação do investigador no mundo digital
  5. As ferramentas de colaboração que podem ser utilizadas entro de um grupo e entre investigadores.

Os cursos oferecidos pela Miriada X são gratuitos, mas a certificação é paga. Lamentavelmente ainda a maioria dos cursos é em Espanhol. No entanto, para aqueles que estão sempre a procura de novos conhecimentos pode ser uma ferramenta muito útil. Este curso em especial pode ser muito interessante para os novos investigadores que ainda estão a conhecer a multiplicidade de ferramentas disponíveis na Internet para transmitir e partilhar conhecimento cientifico.